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Jornal Digital
Luís Pereira Santiago mostra fóssil humano (FOTO), encontrado por ele quando fazia pesquisa no município de Riachão, no sul do estado do Maranhão. Embora o artefato não tenha sido analisado em laboratório oficial, o fóssil humano tem datação de aproximadamente impressionantes 5 milhões de anos, o mais antigo da história da humanidade descoberto até hoje.
Identificado como um fóssil humano com datação de aproximadamente 5 milhões de anos, é a mais recente descoberta do geógrafo e pesquisador imperatrizense Luís Pereira Santiago. A peça paleontológica achada em Riachão, no sul do estado do maranhão, seria um marco nas pesquisas sobre a presença do homem nas Américas. O achado, um pedaço de tíbia humana, segundo o pesquisador, foi achado durante pesquisas em uma área de cerrado.
Luís Pereira:
“Eu fui àquela área em busca de um astroblema, um meteorito que caiu há milhões de anos, algo já comprovado, e me deparei com as rochas. Fiz buscas de algum vestígio humano e encontrei um dos maiores da história científica, que é um fóssil humano. Quando o encontrei imaginei ser de um dinossauro devido às características do processo de permineralização, mas, pela característica óssea de um pedaço de tíbia humana, eu fiz uma pesquisa com riqueza de detalhes sobre a origem da espécie”.
A explicação para o fóssil, de acordo com o pesquisador que define seu trabalho como sem fins lucrativos. Remete a cerca de 250 milhões de anos, quando toda a região, atualmente sul do Maranhão, era uma parte do oceano, antes mesmo do aparecimento do Atlântico, quando o continente era chamado de Pangea.
Exames:
O fóssil não passou por análise em laboratório que pudesse comprovar a datação. Isso só pode ser realizado nos Estados Unidos ou na França, por meio do processo chamado de Carbono 14. O prazo mínimo para a realização do exame do material é de seis meses. Luis Santiago não tem dúvidas que esse fóssil pode ser um divisor de águas das pesquisas sobre a presença do homem na terra por milhões de anos.
Fatores Científicos:
O fóssil pode quebrar paradigmas pela datação. Até então, a peça mais antiga encontrada no mundo foi na Etiópia, em 2013. Um pedaço de mandíbula, com cinco dentes intactos, era datado de 2,8 milhões de anos. Isso significa que esse fóssil pode ser o mais antigo da história da humanidade descoberto até hoje sobre o homem.
Metas e SonhosO Pesquisador quer construir um museu para a sociedade, mesmo tendo um acervo grande e valioso para pesquisa, Santiago não tem recurso financeiro, apesar da boa vontade em abrir o acervo para a sociedade, especialmente estudantes. Inicialmente, ele se propôs a firmar parcerias para criar o que denominou de Museu do Homem do Sul Maranhense, porem não teve bons resultados em firmar parcerias.
Meta – Santiago afirma que sua meta é entregar o acervo para uma instituição ou, com parceria, montar um museu particular.
O sonho do pesquisador é deixar um legado para a comunidade cientifica e construir um museu de resgate histórico, sem fins lucrativos e que possa ser sustentado pelos visitantes. A partir daí, ele pretende intensificar as pesquisas.
Comentários e Opniões do pesquisador
Santiago, que tem 49 anos, é 3º sargento do Exército Brasileiro não remunerado, diz que vem fazendo esse trabalho sem fins lucrativos e sem apoio da Secretaria de Cultura do Município, do Estado, da União e das instituições. Ainda diz que precisa de parcerias e não de patrão, ele relata ainda acrescentando que vem custeando do próprio bolso o trabalho de pesquisa.
31/05/2015
Fóssil pré-histórico sobre o homem é encontrado em Riachão
