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30/05/2017

Escritor Bento Moreira lança amanhã o seu livro "Balaiada:Rastros de Amor e Ódio"

Com 433 páginas e 20 capítulos, o livro “Balaiada: Rastros de Amor e Ódio”, de autoria do escritor Bento Moreira Lima Neto, será lançado amanhã, às 18h, na Universidade Ceuma (Renascença II).
Trata-se de um romance que conta a história da revolta popular ocorrida no Maranhão entre os anos de 1838 e 1841. O conflito foi desencadeado porque, naquele período, grande parte da população pobre do estado era contra o monopólio político de um grupo de fazendeiros da região. Os fazendeiros comandavam a área e usavam a força e violência para atingir seus objetivos políticos e econômicos.
Na obra de Bento Moreira Lima Neto, no entanto, a história ganha um atrativo, com a história fictícia entre Margarida e um homem chamado Raviola. Nas orelhas do livro, o presidente da Academia Maranhense de Letras (AML), Benedito Buzar, elogia:
“Este livro de Bento Moreira Lima Neto tem todos os ingredientes para o leitor gostar: bem escrito, profundo conhecimento do assunto tratado e inspirado em boas fontes. Tudo isso aparece diante dos olhos do leitor sob a forma de uma narrativa fluente, quase coloquial, em que o autor, com habilidade, mistura ficção com realidade, para focalizar um movimento que veio à tona no Maranhão, na fase em que o Brasil vivia sob a égide regencial”.
Os protagonistas, Margarida e Raviola, personagens fictícios e criados pela fértil imaginação do romancista, incrementam a história real. Na página 5, escreve: “Depois de uma semana sublime de perfeita lua de mel, Raviola voltou ao trabalho de vaqueiro diligente nas fazendas vizinhas, e Margarida tomou conta da casa, da cozinha, das plantações, da horta de verduras, e tudo o mais que precisasse de sua intervenção inteligente, sem se esquecer de visitar seus pais diariamente para um dedo de prosa e saber como se encontravam de saúde. O casal muito simples e consciente de seus deveres e de seu amor vivia em extrema felicidade, até que os ânimos na vila da Manga começaram a ficar exaltados...”.
Segundo o próprio autor, o romance entre Margarida e Raviola foi criado para facilitar o entendimento do leitor a respeito do fato histórico narrado. “Margarida e Raviola, por exemplo, se conhecem na Vila da Manga, hoje Humberto de Campos, que foi o lugar onde a luta começou. Aquela revolta foi travada numa época em que o Maranhão tinha aproximadamente 270 mil habitantes e mais de mil pessoas morreram, em mais de dois ou três conflitos. Foi uma revolta que marcou a história do Brasil”, disse.

PersonagensO romance histórico traz os personagens reais, como Raimundo Gomes, Manuel Francisco dos Anjos, Cosme Bento das Chagas e Luís Alves de Lima e Silva (o Duque de Caxias). Todos eles envolvidos no conflito, que começou em dezembro de 1838, quando o líder do movimento, Raimundo Gomes, invadiu a prisão de Vila da Manga, para libertar seu irmão. Ele acabou aproveitando a situação e libertando todos os outros presos. Em 1839, os balaios (como eram chamados os revoltosos) fizeram algumas conquistas como, por exemplo, a Vila de Caxias. Conseguiram também organizar uma Junta Provisória.
O governo maranhense organizou suas forças militares, inclusive com apoio de militares de outras províncias, e passou a combater fortemente os balaios. Com a participação de muitos escravos fugitivos, prisioneiros e trabalhadores pobres da região, os balaios conseguiram obter algumas vitórias no início dos conflitos. O coronel Luís Alves de Lima e Silva foi nomeado pelo Império como governador da província do Maranhão com o objetivo de pacificar a revolta. O Barão de Caxias, que mais tarde seria duque, foi eficiente em sua missão e reconquistou a Vila de Caxias.
Após perder a Vila de Caxias, o comandante dos balaios, Raimundo Gomes, entregou-se às tropas oficiais. Em 1839, após a morte de Balaio, Cosme Bento (ex-escravo) assumiu a liderança dos balaios. Em 1840, ele partiu, com centenas de revoltosos, para o interior. Em 1841, já com o movimento enfraquecido, muitos balaios resolverem se render, aproveitando a anistia concedida pelo governo. Em 1841, o líder Cosme Bento foi capturado e enforcado. Era o fim da revolta.
Bento Moreira Lima Neto é engenheiro civil, especialista em Engenharia Portuária e trabalhou durante mais de 30 anos como diretor-técnico do Porto do Itaqui. É ainda artista plástico, tendo participado de várias exposições coletivas e individuais. O escritor tem quatro livros à espera de publicação, sendo um de contos e dois romances. Além disso, está escrevendo outro, com uma abordagem histórica sobre São Luís