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Jornal Digital
29/05/2017
Livro do Jornalista Publicitário Félix Alberto será lançado amanhã no Centro de Criatividade Odylo Costa Filho
Personagens e fatos que marcaram a segunda metade da década de 1980 na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) preenchem as mais de 200 páginas do livro “Maio oito meia, crônica de uma geração em movimento”, de autoria do jornalista e publicitário Félix Alberto Lima. O título é uma realização do Grupo Oito, com apoio do Museu do Audiovisual do Maranhão (Mavam), tendo como produtoras Cássia Melo e Juliana Hadad. O prefácio é assinado pelo jornalista e poeta Eduardo Júlio. Todo o material foi organizado ao longo de cinco anos pelo autor em seu blog O Redemoinho.
A obra, será lançada amanhã, às 18h, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, é um amplo projeto, que inclui um filme-documentário, além de um LP e um CD com músicas que marcaram a cena universitária naquele período. As canções são interpretadas por nomes como Zeca Baleiro, Rita Benneditto, Tribo de Jah, Flávia Bittencourt, Nosly, Carlinhos Veloz e outros. O evento terá ainda o lançamento livro de crônicas “Um pouco mais de mil palavras”, reunindo 36 textos também de Félix Alberto Lima. A partir de uma narrativa não linear, o livro ilustrado “Maio oito meia, crônica de uma geração em movimento” é recheado com fotos e documentos que comprovam a história contada. É um recorte histórico pela ótica de quem participou ativamente do chamado movimento estudantil e de intensas agitações culturais no campus da universidade. Durante o lançamento, será exibido o filme-documentário e o público poderá ainda participar de sessões de audição do LP e do CD no hall do Centro de Criatividade Odylo Costa, filho.
O filme “Je vous salue, Marie” (Eu vos saúdo, Maria!), por exemplo, é um trecho interessante do livro. Foi exibido na UFMA debaixo de pressão no Auditório Jarbas Passarinho. Havia sido proibido em vários países católicos, por conta de declarações do papa João Paulo II, já que a película trata de uma Virgem Maria de carne e osso e na época soava como uma afronta, abordando a difícil convivência entre o corpo e a alma. Foi uma quase uma operação de guerra para que a fita VHS, trazida por Gilberto Sousa da Universidade Federal do Piauí, chegasse até o campus da UFMA para exibição em um aparelho de TV Philips de 20 polegadas, colocado no palco e conectado a um videocassete. Quase ninguém conseguia ler as legendas de longe, mas era o que menos importava para os estudantes.
Grande parte das personagens encontrados no livro está inserida em atividades empresariais ou ligada à política, entre outras áreas, conforme Félix Alberto. “O livro traz os anos de total engajamento dos personagens nos movimentos estudantis da UFMA naquela época e seus desdobramentos para além dos muros da instituição, pois o que fazíamos no meio acadêmico no Curso de Comunicação Social ultrapassava barreiras e envolvia a comunidade”, conta o autor.
Algumas passagens estão no filme-documentário dirigido por Beto Matuck, com depoimentos de personagens dos movimentos culturais e políticos do circuito universitário naquela década em São Luís. Além das entrevistas, o filme contém imagens inéditas de eventos como Fump, Comunicarte, solidariedade de estudantes e professores aos desabrigados do Sá Viana, passeatas e protestos, a luta contra o muro do campus, entre outros.O LP e o CD trazem 12 músicas, sendo 11 regravações e uma canção inédita, que também embalam a trilha sonora do filme. Entre as faixas, estão “Senzalas”, com a Tribo de Jah; “Oração Latina”, com a dupla Alê Muniz e Luciana Simões; “Viagem a Moscou”, com Célia Leite e Nathalia Ferro; “Aquela estrela”, com Jorge Thadeu; e “Asas da paixão”, com Flávia Bittencourt. Betto Pereira, César Nascimento, Mano Borges, Celso Reis, Carlinhos Veloz, Erasmo Dibell, Zeca Baleiro, Nosly e Rita Benneditto são outros intérpretes presentes no disco.
No capítulo “Os festivais de Música no Campus” é abordado o primeiro Festival Universitário de Música Popular, o Fump, realizado em 1979, em meio às manifestações em defesa da meia passagem no transporte coletivo de São Luís. Racismo, raízes africanas, desigualdades sociais, opressão e o isolamento do Nordeste eram temas presentes na maioria das músicas inscritas no I Fump. No palco do campus estavam nomes como José Pereira Godão, Rogério do Maranhão, Norberto Noleto, Raimundo Makarra e Zezé Alves. O livro relata ainda a entrevista que os estudantes Félix Alberto, José Luiz Diniz, Socorro Rios e Cidinha Pires fizeram com Luís Carlos Prestes, quando de sua passagem por São Luís, de 8 a 10 de outubro de 1987.
Félix Alberto Lima é autor dos livros “Guajá, a odisséia dos últimos nômades”, “Almanaque Guarnicê” e “Chagas em pessoa”, em prosa; e “O que me importa agora tanto”, em poesia. Como letrista, tem músicas gravadas por Betto Pereira, Alessandra Queiroz, Anna Torres, Thiago Paiva, Nosly, Alê Muniz e Luciana Simões.
Evento: Lançamento do livro “Maio oito meia, crônica de uma geração em movimento”.Autor: Félix Alberto LimaDia: Amanhã, às 18hLocal: Centro de Criatividade Odylo Costa, filho (Praia Grande)Preço do livro: R$ 60,00 (inclui o CD e o DVD)Preço do livro de crônicas: R$ 20,00
