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17/10/2016

Cineasta maranhense Lucas Sá ganhou prêmio de Melhor Edição de Som no 44° Festival de Cinema de Gramado

O jovem cineasta maranhense Lucas Sá, possui apenas 23 anos, mas tem experiência de impressionar muitos veteranos da sétima arte. Possui 10 curtas no currículo, entre eles o premiadíssimo “Nua por dentro do couro”, e um longa em fase de montagem, ele levou no dia 28 de agosto deste ano, o prêmio de Melhor Edição de Som no 44º Festival de Cinema de Gramado pelo filme “Sesmaria”, cuja direção é assinada por Gabriela Richter Lamas.Com mais de 35 prêmios, alguns deles em países como México e Estados Unidos, o jovem cineasta diz que a premiação deixou um gostinho diferente. Figura tarimbada no festival, Lucas Sá ganhou pela primeira vez uma premiação na mostra.
“Já era familiarizado com Gramado, pois já havia participado outras vezes, mas ganhar um prêmio foi interessante, todos nós do filme nos emocionamos”, contou o maranhense, que mora em Pelotas há alguns anos para cursar Cinema e Audiovisual na Universidade Federal de Pelotas.


Hobby desde criançaPoucas são as pessoas que prestam atenção nos créditos finais de filmes ou documentários ou assiste as cenas extras e making offs de filmes. Com Lucas Sá foi diferente. Foi essa curiosidade pelo que se passa por traz das câmeras, que despertou nele a vontade de produzir filmes, em especial curtas de terror.
“Quando estava na 5ª série, vivia em locadoras de filmes. Não conversava muito com meus amigos, gostava era de alugar filmes e ficar assistindo, inclusive às cenas extras e making offs. Foi assim que aprendi”, relatou.
O interesse pelo gênero terror tem uma explicação simples: ele gosta de mexer com os sentimentos dos telespectadores e fazê-los parte integrante do roteiro. “Gosto de produzir cinema de sensação, que mexe com as sensações do telespectador, que acaba interagindo com a história contada. O terror faz isso, não tem como ficar passivo ao filme”, comenta. E ele vai além: passeia entre o terror e a comédia.


Referência de novas geraçõesLucas Sá, aos poucos, vira referência para jovens cineastas que enveredam agora pela sétima arte. “Eu acho muito estranho isso, porque tenho as minhas referências também. Ver que outras pessoas estão vendo e usando minha produção como parâmetro é estranho. Porque no fundo perdemos a noção do alcance da nossa obra e se ela vai longe, isso é bom”, afirmou.Uma mostra desse alcance ele teve em Gramado. Trocou “figurinhas” com Marco Dutra, diretor de “O Silêncio do Céu”, e Juliana Rojas, também cineasta e jurada em Gramado. “Comecei a conversar com eles e chegou naquele ponto ‘assisti teu filme', ‘eu também’, e quando você vê, está trocando informações. E quem era referência para você, de repente, vira seu conhecido”, diz.Prestes a se formar em Cinema e Audiovisual, Lucas Sá vê janelas profícuas sendo abertas no cenário maranhense. “Precisei sair de São Luís porque na época não havia formação aqui, mas vejo isso mudar. Temos agora duas escolas fazendo um ótimo trabalho, com professores com experiência, que produzem de fato”, alegra-se.