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Jornal Digital
Estar internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital já não significa mais elevado risco de morte em muitos casos. A gravidade do estado geral do paciente, agora, vem cada vez mais sendo atenuada com a utilização da medicina especializada e humanizada e da tecnologia para garantir que ele sobreviva, tenha alta e retome suas atividades rotineiras. No Hospital São Domingos (HSD), por exemplo, a UTI tem sido alvo de atenção especial e os resultados têm sido altamente positivos.
“As primeiras UTIs surgiram durante a epidemia de poliomielite, na primeira metade do século passado, e desse período para hoje foi se vendo a necessidade de aprimorar esse ambiente com recursos tecnológicos e humanização, pois o objetivo central de uma UTI é devolver ao paciente seu estado pleno de saúde”, informa o médico intensivista da UTI do Hospital São Domingos, Rodrigo Azevedo.
Segundo o médico intensivista, antes, os pacientes com graves problemas de saúde, faleciam por questões de menor gravidade, mas o aumento da complexidade dos tratamentos levou à necessidade de organizar estes tratamentos em um local especial, a UTI, e destinar o cuidado destes pacientes a equipes especializadas. Novas tecnologias diagnósticas e de tratamento, organizadas em um ambiente propicio e conduzidas por profissionais especializados fizeram com que estes pacientes sobrevivam mais e melhor.
“Apesar de a UTI estar relacionada a um local de pacientes graves, hoje, contamos com os avanços tecnológicos e a especialização de médicos nesse tipo de tratamento, em conjunto com outros fatores, que garantem bons resultados. O índice de mortes na UTI, atualmente, é substancialmente menor que em tempos atrás. Por tudo isto, o paciente grave deve estar internado em uma UTI e ser cuidado por um médico intensivista”, complementa.
Aliado a esse tratamento clínico intensivo são desenvolvidas ações que deixam o ambiente da UTI cada vez mais humanizado e com elementos que remetam o paciente à lembrança de sua casa, como a presença da família; como a luz do sol, que chega por meio de janelas; plantas, cultivadas em um jardim de inverno; relógio, para que tenha noção do tempo; aparelho de TV, para que tenha momentos de entretenimento e outras.“Não obstante ao objetivo da equipe de tratar o paciente grave internado em uma UTI, não podemos esquecer do que está em volta dele, ou seja, seu conforto, sua família e outros fatores. Então, o ambiente de uma Unidade de Terapia Intensiva é cada vez mais tecnológico mas também agradável ao paciente. Essa interação do paciente com a sua realidade, vamos dizer, doméstica, é muito importante para sua recuperação. Sabemos que a assistência médica é essencial, mas a humanização contribui muito para que o paciente se recupere, tenha alta e retome suas atividades”, diz.
Médico intensivistaNo ambiente complexo de uma UTI, a equipe que lida com toda esta tecnologia e complexidade precisa estar muito bem treinada. Nesta equipe, multidisciplinar, composta de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, farmacêuticos, entre outros profissionais, o médico intensivista, especialista no tratamento de pacientes graves, exerce papel de liderança, coordenando suas ações, desde os medicamentos que serão administrados ao paciente, realização de exames até a necessidade de procedimentos, como uso de respiradores para ventilação mecânica e hemodiálise, por exemplo.“O médico intensivista é o especialista no tratamento de pacientes graves em UTIs. Ele é quem coordena a equipe multidisciplinar na assistência integral ao paciente, por isso, precisa de uma formação especial e intensiva. A presença do médico intensivista em uma UTI é tão importante que estudos científicos já comprovaram que sua atuação é capaz de reduzir a mortalidade. E nós, do Hospital São Domingos, acreditamos tanto nisto que implantamos o Programa de Especialização em Medicina Intensiva, o PEMI”, informa Azevedo. A especialização é validada pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).
“Quando um paciente em estado grave chega ao hospital, após os primeiros procedimentos na Emergência, ou após uma cirurgia complexa, ele é conduzido para a UTI e aí há múltiplas necessidades. São várias coisas e ao mesmo tempo, todas importantes, então é preciso sistematizar o cuidado, o tratamento e definir tudo que precisa ser feito, eleger prioridades de procedimentos e medicamentos que serão administrados. É aí que entra o médico intensivista, que precisa estar muito bem preparado para agir de forma eficiente e rápida”, detalha o médico do HSD.E essa ação ágil, com a precisão e a eficiência necessárias, é uma das experiências que o médico adquire no Programa de Especialização em Medicina Intensiva do Hospital São Domingos, implantado há dois anos, com formação teórica e prática.O treinamento diário acontece das 7h às 19h e todas as atividades desenvolvidas pelo médico especializando participante do programa são coordenadas por um médico intensivista tutor. O médico que completa este programa de especialização, estará apto a prestar prova nacional aplicada pela AMIB, para a obtenção do título de médico especialista em medicina intensiva e assim poder ser titulado médico intensivista.
Evento: Inscrição para o Programa de Especialização em Medicina Intensiva do Hospital São DomingosPeríodo: Até 11 de dezembroOnde se inscrever: Centro de Estudos do HSD, pelo telefone 3216-8113ou e-mail tayse.ribeiro@hospitalsaodomingos.com.br.Edital: acesse no www.hospitalsaodomingos.com.brData da seleção: 14 de janeiro de 2018
11/11/2017
Tecnologia e Médicos reduzem mortes em UTis
