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Jornal Digital

09/04/2017

Era uma manhã ensolarada de maio de 1939 quando 800 mulheres – donas de casa, médicas, cantoras de ópera, políticas, prostitutas – foram postas em marcha pelas florestas, a 80 quilômetros ao norte de Berlim, passando por um lago brilhante e ao longo de gigantescas grades. Chicoteando e chutando-as estavam inúmeras guardas alemãs.
A destinação era Ravensbrück, um campo de concentração especificamente feminino concebido por Heinrich Himmler, arquiteto primário do genocídio nazista. No fim da guerra, 130 mil mulheres de mais de vinte países europeus foram prisioneiras lá; entre os nomes proeminentes, estavam a sobrinha do general De Gaulle, Geneviève, e Gemma La Guardia Gluck, irmã do prefeito de Nova York durante a guerra.
Poucas destas mulheres eram judias. Ravensbrück originalmente era um local para os nazistas exterminarem as “criaturas inferiores” – marginais, ciganas, inimigas políticas, resistentes estrangeiras, doentes, deficientes e as “loucas”. Por mais de seis anos, as prisioneiras foram submetidas a espancamentos, tortura, trabalho escravo, fome, experimentos médicos e execuções aleatórias. Nos meses finais da guerra, Ravensbrück tornou-se um campo de extermínio; em 1945, entre 30 e 50 mil pessoas tinham sido assassinadas lá.
Por décadas, a história de Ravensbrück ficou escondida por trás da cortina de ferro, e até hoje é pouco conhecida. Usando testemunhos desenterrados desde o fim da Guerra Fria e entrevistas com sobreviventes que nunca antes haviam falado, Sarah Helm foi ao coração do campo, demonstrando, com minuciosos detalhes, o quão fácil e rapidamente o terror evoluiu.
Bem mais que um catálogo de horrores, porém, o livro “Ravensbrück” é um relato do que um sobrevivente chamou de “heroísmo, tenacidade sobre-humana e excepcional força de vontade de sobreviver”. Inspirador, arrepiante e profundamente comovedor, Ravensbrück é um trabalho revolucionário de investigação histórica. Com rara clareza, lembra-nos da capacidade do ser humano tanto para a crueldade bestial quanto para a coragem e resistência contra todas as possibilidades.
AUTORASarah Helm é escritora e jornalista. Trabalhou no Saturday Times, como correspondente estrangeira do jornal Independent e hoje escreve para diversas publicações. É autora de A Life in Secrets: The Story of Vera Atkins e The Lost Agents of SOE e da peça Loyalty, sobre a Guerra do Iraque de 2003. Vive em Londres com o marido e duas filhas.

Obra "Ravensbruck: Vida e Morte no Campo de Concentração de Hitler para Mulheres"